Somos sabedores da capacidade de flexibilidade e pessoalidade inerentes a todo Ser Humano e, entendemos ainda que apenas de forma metafórica estas são aplicáveis às relações, cuja excelência se estabelece exatamente na capacidade de flexibilidade. Entende-se que a excelência pessoal e coletiva deve ser pautada por este princípio(Ser Flexível), e ainda pela resiliência, aqui entendida à luz das línguas anglosaxônicas, onde o “SER” e o “ESTAR” das sociedades contemporâneas começou a emergir. Assim sendo, o termo resiliência encontra-se relacionado à capacidade de elasticidade, flexibilidade, responsabilidade e disponibilidade. Essa convergência de idéias, atitudes e práticas são os pilares sustentadores das relações sociais sob nova ótica, a das capacidades e competências. Essa “nova” ordem social emerge da dinâmica intra e interpsíquica, indissociáveis a todo Ser Humano, tendo nas capacidades supra mencionadas seu atributo de qualidade. As relações interpessoais se estabelecem por aspectos dicotômicos e convergentes: naturalidade, objetividade, inteligência, emoção, liberdade, autonomia, firmeza, que esboçam o Ser físico, delineia suas atitudes, por vezes opondo-se ao caráter mais racional das relações estabelecidas e ainda converge para aspectos peculiares à identidade de cada um. Nessa dialética entre o mundo interior e o exterior, são reelaboradas e redimensionadas as regras sociais e normas de conduta que nos tornam efetivamente o “Ser da Coletividade”. Contextualizados pela Flexibilidade e Reflexibilidade é que as relações interpessoais se desenvolvem e ganham significado. Essas competências assumem a função de nos auxiliar nas interações sociais, instruindo-nos a responder de forma reflexiva e eficaz aos desafios da sociedade contemporânea. O comportamento aberto, criativo, interativo, proativo, emocional mantêm o nosso equilíbrio diante das mais diversas circunstâncias e possibilitam-nos a auto-regulação – exercitando a auto estima, autocontrole, através da afetividade e consciência emocional, primordiais à existência humana. Esta análise nos direciona a uma outra capacidade, a de Mobilização, das pessoas e da sociedade. Mobilização esta encorpada pela idéia de liberdade, empatia e solidariedade, aspectos estes que maximizarão o “Ser Humano” em suas relações. Esta é a dinâmica viabilizadora de um projeto de sociedade democrática que situa e cria um novo perfil das relações interpessoais na Era do Conhecimento. Estejamos todos cientes de que as relações interpessoais implicam um conjunto de atos que envolvem seres humanos, impregnados por uma dialógica interativa, reflexiva sob o olhar da sensibilidade e da consciência de atitudes.
(Antônia Guiomar escreve todas as quartas-feiras para o BLOG "NA TRIBUNA". Um exemplar da Alma Feminina, do Norte de Minas para o Mundo)
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