Essa temática emerge a partir de uma perspectiva de urgência. A humanidade em sua essência, encontra-se em devastação. Saber cuidar requer um exercício diário de sabedoria, de conversão de atitudes e construção de novos paradigmas de convivência, onde o Cuidar seja uma nova perspectiva de esperança. Percebe-se que o grande mal-estar dos tempos atuais é o fenômeno do descuido, do descaso, da falta de cuidado. Nossa atenção precisa estar voltada para o cuidado com os sonhos de generosidade, com o exercitar da afetividade, com a dimensão espiritual do ser humano e com a vida em uma sociedade coletiva, com interesses comuns. Nossas atitudes precisam ter foco na gentileza, no enternecimento, no cuidar da vida em toda sua amplitude e fragilidade. É necessário voltar o olhar para a dimensão da sapiência e resgatar a essência existencial. Propor mudanças no CUIDAR do outro é compor alternativas que integrem e unam as especificidades do Ser Humano. Agregar à vida a espiritualidade que lhe é subjacente, a moral e uma nova ética que proponham uma aliança pela Paz. Cuidar do outro é oportunizar o empoderamento, que lhe conferido pelo saber, pelo conhecimento. Esses valores são imprescindíveis para a nossa convivência. Potencializar a vida em criatividade; relações pautadas pela liberdade, respeito; dedicar-se a construir um novo estado de consciência, onde nossas atitudes possam ser pautadas pelo sentimento de cooperação, este é o real exercício da arte do cuidado. Essas reflexões levam-nos a buscar outras respostas, para fundamentar esta arte tão essencial – “o cuidar”, remete-nos a uma nova percepção de mundo e a uma compreensão de que esta é uma busca que emerge de um caminho coletivo e que se faz no caminhar, é um processo de re-encantamento pelo humano.
(Antônia Guiomar escreve todas as quartas-feiras para o BLOG "NA TRIBUNA")
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