Somos predestinados à felicidade...É assim, até mesmo antes da nossa concepção.
Estamos nos perguntando repetidamente, “como encontrar minha felicidade?” E os pensamentos ganham asas, e os sonhos povoam a mente, e os desejos saltam aos olhos nessa busca interminável. Mas não precisa ser assim... A felicidade é algo possível. E ela é peculiar, específica e ao mesmo tempo coletiva e deve ser partilhada, e só tem razão de ser, se assim o for. Cada um vai construindo sua concepção de felicidade, aprimorando-a de tempos em tempos, o que é inevitável. Há quem molde a felicidade na conquista de uma amor verdadeiro, há quem a perceba na aquisição de bens materiais, no status social, o ainda na exuberância de um corpo perfeito... fato é que ao alçarmos vôo para a vida, vamos perdendo algumas capacidades, imprescindíveis para a conquista da real felicidade: humildade, solidariedade, afetividade, concentração, auto-cuidado e principalmente a capacidade de nos sensibilizarmos diante de situações que o mundo nos aponta como “comum”, “natural”. É bem provável que a perda dessas capacidades leve-nos a concluir que a felicidade vem se tornando algo inatingível. Mas só a entendemos assim porque a concebemos como algo externo à nossa própria existência. É preciso agregar valores para que sua dimensão plena seja alcançada. E a felicidade se configura num estágio interno ao próprio ser, e é intransferível, subjetiva à individualidade humana. A negação da felicidade enquanto um valor que integra a psique, leva-nos, falsamente, a entendê-la como algo que encontra-se exatamente num espaço/tempo no qual nunca estamos, e esse sentimento, uma espécie de vácuo que nos circunda e atinge nossa alma, nos distancia dela sobremaneira. A sintonia entre o “EU e o EU”, é ponto de partida e de chegada para a real experiência da conquista dessa felicidade, em dimensão macro. Pode ser que a felicidade seja uma eterna dúvida, mas pode ser que não. Cabe a você decidir... Sua busca é pela felicidade que eleva seu caráter de humanidade ou pela felicidade que coleciona opiniões infundadas, conquistas supérfluas e bens findos. Mais uma vez reafirmamos a necessidade de sairmos do anonimato e nos posicionarmos, assumindo o protagonismo da nossa vida, tendo como norteador uma postura de quem lida com as adversidades com equilíbrio, otimismo e sabedoria.
(Antônia Guiomar escreve todas as quartas-feiras para o BLOG "NA TRIBUNA")
Nenhum comentário:
Postar um comentário